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Comportamento sedentário é diferente de sedentarismo

E pode existir mesmo em quem pratica exercícios físicos

O comportamento sedentário refere-se às atividades realizadas durante o tempo em que estamos acordados, com baixo gasto de energia, geralmente em posição sentada, reclinada ou deitada. Os exemplos mais comuns incluem o tempo em frente a telas de computador, televisão e celular, além do deslocamento motorizado em carro, ônibus, metrô, entre outros.
Já o sedentarismo diz respeito à falta de prática regular de atividade física. Por isso, é importante entender que uma coisa não exclui a outra: é possível praticar exercícios físicos com regularidade e, ainda assim, exagerar nas horas em comportamento sedentário.
Mesmo quem frequenta a academia por 1 a 2 horas várias vezes por semana pode sofrer prejuízos se passar o restante do dia sentado.
Hoje sabemos que longos períodos sentados ou parados representam um risco importante para a saúde. Eles estão associados a:
*maior risco de diabetes e outras doenças metabólicas;
*aumento das doenças cardiovasculares;
*pior qualidade de vida;
*maior risco de mortalidade.
Por isso, o ideal é associar exercícios físicos regulares (fundamentais!) com a interrupção de longos períodos de inatividade ao longo do dia. Algumas estratégias simples e eficazes incluem:
*Levantar-se mais vezes da cadeira ou do sofá: para beber água, ir ao banheiro, brincar com crianças, passear com pets, regar plantas, alongar-se ou simplesmente olhar pela janela;
*Incluir pequenos trajetos a pé no dia a dia, para compras, serviços ou deslocamentos curtos;
*Trocar o elevador pela escada, sempre que possível;
*Colocar mais movimento no tempo livre: os streamings são ótimos, mas caminhar em uma praça ou parque, dançar ou cuidar do jardim também podem ser;
*Monitorar seu número de passos diários pelo celular ou relógio. Ultrapassar 4 mil passos por dia já traz benefícios e reduz parte dos riscos — e, quanto mais, melhor;
*Observar o tempo diário de tela (computador, celular, TV) e buscar formas de reduzi-lo.
Nosso corpo não foi feito para se adaptar ao modo de vida predominantemente sedentário dos tempos atuais. Trata-se de um problema amplo e coletivo, e as soluções também precisarão ser. Ainda assim, do ponto de vista individual, vale muito a pena prestar atenção a esses comportamentos e identificar onde pequenas mudanças já são possíveis!

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